Portugal desceu oito lugares no Ranking Mundial de Competitividade

Portugal desceu oito lugares relativamente a 2015 – de 38º para 46º entre 138 países – no ranking estabelecido no GCI, Relatório Global de Competitividade (2016-2017) do World Economic Forum

O documento foi divulgado pelo FAE  – Forum de Administradores e Gestores de Empresas e pelo PROFORUM, Associação para o Desenvolvimento da Engenharia , no decorrer de uma sessão pública que teve lugar na AESE Business School, em Lisboa.

O Ranking de Competitividade de Portugal, após um período longo de deterioração (2006 a 2013), conseguiu finalmente, em 2014, subir 15 posições (de 51º para 36º).
Mas em 2015 e 2016, Portugal perdeu competitividade: depois de ter caído 2 posições para 38º (2015), caiu mais 8 posições (2016) para 46º, tendo sido ultrapassado sucessivamente:
–    em 2015 por 2 países europeus (Rep. Checa e Lituânia)
–    em 2016 por 8 países – 3 países europeus (Polónia, Itália e Malta) e 5 outros (Azerbaijão, India, Panamá , Rússia e Maurícias).
A pontuação de Competitividade caíu também de 4,54, em 2014, para 4,52, em 2015, e para 4,48, em 2016, (em 7) equivalente a 77% do líder (a Suíça nos últimos 8 anos).

O World Economic Forum declarou que: ‘O declínio dos últimos dez anos na abertura das economias em todas as fases do desenvolvimento constituíu um risco para a capacidade dos países para crescer e inovar.
As medidas de estímulo monetário, como o ‘quantitative easing’, não estão a ser suficientes para sustentar o crescimento e devem ser acompanhadas por reformas na Competitividade.
Para as economias emergentes, as práticas mais recentes de negócios e o investimento em inovação são agora tão importantes como as infra-estruturas, as competências e a eficiência dos mercados.
A Índia foi a economia que mais alto subiu nos 138 países estudados, subindo 16 posições de 55ª para 39º.’

Em Portugal, apesar de ter havido subidas de indicadores tais como a Educação Primária (mais 32 posições) e o Crédito Bancário (mais 27 posições,) houve vários indicadores que tiveram uma grande influência negativa no Ranking, em especial na área financeira – os Mercados Financeiros (menos 9 posições), a regulação dos Mercados (Bolsas) (menos 43 posições), a Solidez dos Bancos (menos 9 posições) – mas também nos fornecedores locais (menos 30 posições), nos Standards nas Auditorias (menos 29 posições) e na Colaboração Universidades-Indústria (menos 13 posições).

Ainda segundo o WEF, Portugal continuou a registar melhorias em aspectos importantes como a facilidade de criação de negócios, área em que ocupa a 6ª posição (em 2006, estávamos em 89º lugar), e obteve ganhos na flexibilização  do mercado laboral na determinação de salários (80º lugar), o mesmo sucedendo relativamente a áreas como as infraestruturas (22º lugar).

O WEF aconselha ainda Portugal a não abrandar o seu esforço reformista com vista a ultrapassar constrangimentos macroeconómicos, como sejam um elevado déficit (96º lugar) e uma enorme dívida pública (134º lugar), propondo intervenções no fortalecimento do acesso aos mercados de capital (100º lugar).
As melhores posições de Portugal no ranking são obtidas nas tarifas alfandegárias (5º lugar), no número de dias para iniciar um negócio (6º lugar) e na qualidade das estradas (9º lugar).

Aprofundar as reformas
Subscrevendo a análise que é feita pelo WEF, o FAE e a PROFORUM reafirmam a necessidade de Portugal prosseguir e aprofundar as reformas estruturais necessárias ao substancial aumento da Competitividade e do crescimento da economia, insistindo que o foco deve ser colocado na aposta nos estímulos às suas PME’s-Pequenas e Médias Empresas.

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