Maria João Carioca, presidente da Euronext Lisboa, no 10º Encontro de Gestores

Os critérios de regulação, os mecanismos de cotação bolsista e o desafiante ambiente de concorrência dos mercados financeiros foram os temas dominantes no último «Encontro de Gestores» de 2016.

Maria João Carioca, presidente do Euronext Lisboa, foi a convidada desta sessão, protagonizando uma intervenção onde aprofundou a realidade da economia portuguesa, diagnosticando o ambiente empresarial e de que forma ele influencia o mercado bolsista.

Ao mesmo tempo, não deixou de destacar o privilegiado relacionamento entre o universo das bolsas europeia e a de Lisboa, invocando que esta cooperação institucional é fulcral para que as empresas encontrem soluções para os seus problemas de financiamento.

A gestora defendeu que o perfil de empresa com condições para se cotar ainda tem bastantes limitações, mas clarificou que “ a bolsa não é para todos, mas é certamente para empresas cujo tamanho é muito inferior aqueles que os intervenientes com que falo me vão dizendo”.

Perante as perguntas da audiência relativas à entrada das pequenas e médias empresas na bolsa, Maria João Carioca considerou que a crise financeira de 2008 impediu que muitas dessas empresas que estavam preparadas para avançar para os mercados acabassem por rever todos esses planos face à forte contração registada.

O encontro terminou com a mensagem de que a colocação de dívida pública em Portugal tem sido bastante satisfatória e que isso representa um argumento muito importante no diálogo e relação com os bancos centrais.

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