Gestores e empresários debatem desafios da gestão empresarial

O Fórum de Gestores e Administradores de Empresas (FAE) voltou a reunir na Culturgest centenas de gestores para o 2º Congresso dos Gestores Portugueses, a 30 de novembro de 2018. «Discutir as Ruturas e Desafios na Gestão de Empresas» foi o tema principal que deu azo a discussões férteis sobre as realidades da gestão portuguesa.

Para os mais de 300 gestores nacionais que participaram no Congresso esta foi uma oportunidade de partilharem ideias e enriquecerem a sua lista de networking.

Paulo Macedo, presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) abriu as hostes com uma análise do panorama nacional empresarial que, entre muitos assuntos, apelou ao reconhecimento do tecido humano nas empresas.

«As pessoas que são parte integrante da empresa são o aspeto mais importante na mesma e, nesta perspetiva, se calhar são mesmo mais importantes do que os clientes, no sentido de que são elas que lideram equipas para servir os clientes. Se elas conseguirem liderar essas equipas para servir os clientes, que ao fim do dia são sempre pessoas físicas, de facto aí vamos ter sucesso», esclareceu Paulo Macedo.

Seja em Portugal ou no estrangeiro, os gestores portugueses têm vindo a ser reconhecidos pelas suas competências. Esse facto trouxe ao Congresso um debate sobre «Gestores Portugueses em Empresas Internacionais», que contou com Pedro Penalva, da AON, Luís Silva, da Mota-Engil, Gustavo Guimarães, da Seguradoras Unidas e Miguel Maya, do Millenium BCP como Keynote speaker.

Ainda pela manhã discutiu-se outro aspeto do panorama internacional. A «Integração de Empresas Portuguesas em Cadeias de Valor Internacionais» trouxe ao palco Vítor Simões, professor no ISEG, como Keynote speaker, tendo-se seguido um debate que contou com a presença de Filipe Vilas Boas, da Schmidt Light Metal, Henrique Neto, Gestor e António Correia, da PWC.

Ao início da tarde, foi a vez do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa participar no Congresso, onde destacou o papel dos gestores e administradores de empresas portugueses.

«Os gestores, que são por natureza líderes, podem e devem ajudar a criar um clima de liderança, no enfrentar das adversidades e desafios que se colocam no nosso país, contra a inércia que muitas vezes é uma característica nacional”, referiu o Presidente da República.

De seguida falou-se de um tema cada vez mais atual e transversal aos vários setores da sociedade. «Digitalização – Oportunidade e Ameaça para Empresas e Gestores» teve José Gonçalves, da Accenture, como Keynote speaker, assim como Pedro Almeida e Silva, do Eurobic, Alexandre Fonseca, da Altice e Francisco Pedro Balsemão, do Grupo Impresa.

A maio da tarde, o Engº António Mota, líder da Mota Engil, recebe o Prémio «Primus Inter Pares» das mãos de Luís Filipe Pereira, Presidente do FAE, numa clara manifestação de apreço pelas suas conquistas empresariais em Portugal e no estrangeiro e, sobretudo, pelo seu exemplo de liderança, visão estratégica, compromisso social e respeito pelas pessoas.

A ordem de trabalhos encerrou com um debate sobre os «Dilemas e Desafios dos Gestores Empresários e o Desempenho das Empresas com Gestão Familiar» onde marcaram presença marcas de grande relevo nacional, como é o caso da Delta, da Vila Galé e da Ermelinda Freitas, representadas respetivamente por Rui Miguel Nabeiro, Jorge Rebelo de Almeida e Leonor Freitas. Augusto Castelo Branco, da Informa, foi o Keynote Speaker deste debate.

A cerimónia encerrou com palavras de Luís Filipe Pereira, Presidente do FAE, que por entre agradecimentos relevou a importância das empresas de capital nacional e prometeu o regresso do Congresso dos Gestores Portugueses no próximo ano.

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