Almoço-debate com Rui Rio

O Presidente do PSD, Rui Rio, esteve como orador convidado no Almoço-Debate do FAE, realizado no dia 12 de Julho, no Hotel Marriott, em Lisboa.

Na intervenção que dirigiu a uma plateia de gestores e administradores, o líder da oposição procurou explicar a sua estratégia desde que assumiu a presidência do PSD em fevereiro. Uma missão que assumiu com o objetivo de «pôr Portugal em primeiro», razão pela tem considerado importante «esbater a crispação» entre partidos.

«Muita gente, mesmo dentro da política, reduz a oposição a dizer mal do Governo, eu acho que não, reduzir a oposição a isto é muito mau», salientou Rui Rio, comprometendo-se, no entanto, a assegurar uma alternativa de Governo credível, isto é, «séria, corajosa e competente».

Mas para o Presidente do PSD tem de haver entendimentos partidários para chegar a algumas reformas estruturais que o país precisa. E foi isso que levou Rui Rio a assinar já dois acordos com o Governo, um sobre o futuro quadro comunitário e outro sobre descentralização.

«Há reformas que só se conseguirão fazer se este espírito de pôr Portugal em primeiro não for apenas de um partido mas for de mais do que um partido, de dois, de três, do máximo possível. Nem que tenha maioria absoluta não há ninguém que faça uma reforma da justiça em Portugal sozinho, a reforma mais difícil e mais complexa que o país precisa de fazer.»

Sobre estas reformas estruturais necessárias, Rui Rio quis também destacar a importância do recém-criado Conselho Estratégico Nacional (CEN). Um órgão que pretende ser «uma forma de militância partidária diferente» e que está a trabalhar em documentos temáticos que virão a ser parte do programa eleitoral do PSD.

Na intervenção junto de empresários, Rui Rio abordou também a «crise do regime democrático» ditada pelo «mal funcionamento dos partidos políticos» para justificar, desde logo, alterações introduzidas nos regulamentos internos do PSD.

«Faz algum sentido o partido não ter as contas equilibradas ou ter uma situação líquida negativa quando se propõe a gerir um país e pôr as finanças públicas de um país equilibrado? Não se deve dar primeiro o exemplo dentro?», salientou Rui Rio. «Não me podia desculpar a mim próprio se, uma vez chegado a este cargo, não fizesse nada para alterar a situação.».

 

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